14 de fev. de 2013

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     Selma se via num espelho empoeirado de reflexo turvo se apoiando na bacia branca da pia, lágrimas surgiam em seus olhos, a impressão que ela tinha era que a senilidade havia chegado rápido demais e isso a assustava. Pensando em voz alta, Selma exprimia as vontades da infância imaginando o que poderia ter feito. Aquele suéter que ela tanto queria e não comprou, o filme que ela nunca viu ou o livro que ela nunca leu. Gastou muito tempo sentindo raiva e chorou. Gastou  lápis e papel com planos e envelheceu.

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Autor: Thiago Delano, (rascunhos)
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Um comentário:

Unknown disse...

*PO beleza tou adorando ja sou seu fã,abraços miguxo,bom dia mesmo querido miguxo,valeu*