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Naquele dia me pus de pé um pouco mais cedo do que de costume. Ainda
escuro, não senti sono algum. Tomei uma xícara de café, fiz algumas reflexões
mentalmente e saí. O portão fez um barulho metálico e se abriu em estalos.
Cedendo à minha própria resistência, olhei pra trás e me emocionei, aquela era
a última vez que eu passava por aquele portão. Não voltei. Senti raiva por um
tempo que logo passou, tive dificuldades que superei e senti saudade que
perdurou.
Anos depois, percebi o quanto aqueles acontecimentos mudaram a minha
vida. Tornei-me outra pessoa; melhor, mais responsável e com outras visões. As
verdadeiras amizades se firmaram novamente com o tempo e o que ficou daquilo
tudo foi nostalgia. Prefiro me lembrar dos bons momentos, apenas.
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Autor: Thiago Delano, (rascunhos).
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