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Selma, vestida de sangue, serrou a mandíbula e puxou o gatilho. Desprovida de qualquer receio ou peso na consciência, gastou as duas munições que o velho rifle conseguia suportar. Com a destreza que a situação exigia, não desperdiçou nenhum dos tiros que deu e ainda tentou, sem sucesso, um terceiro. O estalado desmuniciado do gatilho a trouxe de volta à realidade. Olhou e contemplou o sangue que escorria em direção às fendas do chão de madeira gasta e pensou que já era hora de ir.
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Autor: Thiago Delano, (Fragmentos).
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